LIBERDADE


"Aqui nesta praia onde não há nenhum vestígio de impureza, aqui onde há somente ondas tombando ininterruptamente, puro espaço e lúcida unidade, aqui o tempo apaixonadamente encontra a própria liberdade."

Sophia de M. B. Andresen

domingo, 5 de agosto de 2012

PINGUIM DE GELADEIRA

Imagem Google

Eu estava em Santa Maria-RS, na casa da minha filha Milena,num frio de doer nos ossos. Se o nordestino, mesmo com o calor habitual de sua região já gosta de comida forte e fumegante, imagine quando ele está no frio. Naquela terra, onde quando é frio é frio e quando faz calor é igual à Mossoró, (olhe que pelo que dizem o pior já passou). Estava me sentido um pinguim de geladeira, querendo alguma coisa que me desse  “sustança” e trouxesse de volta o calor da minha terra, pelo menos no estômago.
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Lembrei-me de Lídia, uma amiga querida residente em Brasília, casada com um nordestino como eu, que para “nordestinizar” a sua rabada, onde o agrião era só o disfarce para não sair do tradicional, acrescentava milho verde, alimento que depois da farinha de mandioca é a base alimentar de todo nordestino, para satisfação do maridão e seus convidados, adeptos de todas as “ADAS” que o cardápio nordestino pode nos oferecer: Rabada, buchada, panelada, feijoada, peixada, vaca atolada, galinhada... E até macarronada!
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Nos nossos almoços semanais havia sempre uma “ADA” a ser devorada, muito bem acompanhada de uma cerveja gelada - que ninguém é de ferro - para esquentar o corpo, alimentar a alma e matar as saudades da nossa terra natal.

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